14/02/2012

Whitney Houston

A recente morte de Whitney Houston me abalou profundamente; a cena dessa mulher morta numa banheira, com toda sua arte, me deixou devastado. Resolvi prestar uma homenagem a ela e a todas as mulheres que morrem de amor..Aqui no Jornal O Povo:

http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2012/02/14/noticiasjornalopiniao,2783493/amy-whitney-e-madonna-quando-a-dor-e-maior.shtml

05/02/2012

Desespero.

Quando você finalmente descobre o que quer,  chega o desespero absurdo. 
Perceber que o que você quer está nítido, bem na sua frente, mas não é fácil; requere que você abandone as tentativas. O que você quer pode demorar, pode nunca chegar, mas é o que você quer e só isso será suficiente. Não é questão de querer, é desejo.
O desespero pode ser tão desafiador. 

01/02/2012

Por toda parte

Quando faz silêncio em mim e o peso das vontade me abandona. Na hora da certeza de si, do sono dormente e da febre, faz silêncio por toda parte. No desejo sujo, no sexo frágil, na noite torta e num sopro de vida- faz um silêncio apertado. No abraço frio, na costa morta, no dia límpido...No corpo espremido entre os dedos...Fez um silêncio enorme. Por entres os dentes, no canto do olho, nas dores das pernas- faz um silêncio tão puro que só tremendo se pode expressar. Compreender que a vontade é destino, que a certeza mente e o sono se impõe. Quando se sente saudade da febre, do desejo imundo, quando o sexo se parte e a noite se renova. Quando o sopro cospe e o abraço não vem, quando a costa é tatuada e o dia acaba...Entre os dedos, entre a vida, no meio da morte, faz um silêncio profano dentro de mim.

faz silêncio por toda parte.

27/01/2012

III Sul Americano Congresso Violência, Culpa e Ato

O III Congresso Sul- Americano Violência, Culpa e Ato vai acontecer em Fortaleza, na UNIFOR, dias 01 e 02 de março próximo. Estamos recebendo trabalhos até o dia 20 de fevereiro. Envie seu trabalho e mais informações vejo no SITE.

25/01/2012

Sobre amenidades e tempo.



Decidimos que só teremos empregada a cada 15 dias, uma diarista para limpeza pesada e passar as roupas. A experiência de limpar a casa mostrou-se como uma revelação tardia (já moramos aqui há 8 meses) dos meus poderes. Sou capaz de limpar e dar conta do apartamento. Se não fossem as dores no pescoço tenho certeza que seria capaz de limpar a casa todos os dias só pelo prazer de ver o piso brilhando e o toque dos meus pés em terreno sagrado. Parece clichê, mas os trabalhos domésticos disciplinam os humores; no meu caso, por exemplo, ajuda a controlar o ímpeto do meu corpo- a força do meu sangue que se mexe... Quem me conhece sabe. Há aqueles que o sangue não corre, pulula. É o meu caso. Não, não há orgulho nisso; pelo contrário, pode ser um fardo contra o qual se luta mesmo que a vitória seja improvável, mas se luta.
Depois da limpeza resolvi que precisava de um novo livro- estou com “isso” desde o início do ano: um livro para dar o tom das coisas, pra limpar a cabeças das férias, para botar o cérebro pra pegar no tranco. Mentira. Eu quero mesmo um livro que cesse, de uma forma ou de outra, o tédio de início de ano e que me faça desabrochar para as coisas. Tá bom, eu sei, eu tenho uma dissertação para terminar até o fim de julho, mas é por isso mesmo. Ler coloca qualquer um na vibe de escrever. Bem, qualquer um não. Tem “as gentes” que não pegam no tranco nem na ladeira... Sem simpatias hoje; estamos combinados?

Trecho do novo livro:
“Qual casamento não compreende um repertório incontável, uma linguagem de gestos, uma sensação de reconhecimento aguda como uma dor de dente? Infeliz, sem dúvida. Qual casal não é infeliz, ao menos parte do tempo? Mas como pode a taxa de divórcio estar, como dizem, disparada? A que ponto você teria de se sentir desgraçado para ser capaz de suportar a separação em si, sair e ir viver sua própria vida tão absolutamente irreconhecível?”

A música da limpeza foi Celine Dion, que alias tenho ouvido desde ontem quando descobri que o  Anonymous colocou à disposição quase todo catálogo da Sony. Quem quiser, aqui. Celine me leva de volta a ’99, ’98, anos ainda verdes de minha vida, mas não menos deliciosos nos quais eu vivia a pureza da imbecilidade. Falo isso para vocês que ainda são imbecis...Há esperança. Mas não é Celine a imbecilidade, não, Celine só é cafona e nisso não há pecado. Porque hoje trato de amenidades.  Claro, dêem uma trégua. Todo mundo tem dias que não está querendo nada, nem dizer nada, nem pedir nada. Nesses dias a gente só quer uma coisa: que a vida não passe irreconhecível. Este espaço nasceu assim. É certo que há várias formas de pedir reconhecimento, sendo o pedido a pior delas. Só o tempo dirá se hoje eu espero reconhecimento de outras formas menos frustrantes. Só o tempo. Por enquanto a emprega fica mesmo de 15 em 15. 


* o livro que estou lendo é do Michael Cunningham, Ao anoitecer. O autor é novo pra mim, mas já me falaram muito bem. Depois eu conto.



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